sexta-feira, fevereiro 22, 2008

O fim anunciado

A gente tenta prolongar, manipular os fatos, explicar o que tá claro, mas eis que chega o fim que já estava anunciado. É ouvir tuas palavras darem a sentença que destrói o que existia e impede o novo de chegar. É como se a primavera fosse interrompida antes das flores desabrocharem. É triste ver, é inevitável sofrer, mesmo sabendo que passa. Dói, mesmo a gente sabendo que passa. Mesmo sabendo que o pôr-do-sol não é a morte do sol, que a escuridão noturna é sombria, mas temporária e que dentro de pouco a luz e o brilho estão de volta. Mesmo sabendo que passa, dói. Dói porque foi bonito, idealizado e desejado mesmo que tenha durado curto prazo. Porém adiar o fim seria maior o fracasso se é pra sofrer, que a dor venha numa só tacada, não em doses homeopáticas.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Minha poesia
se calou.
perdeu a voz
ficou muda
sem expressão.
sem verbo
nem interjeição.
só tem um sujeito, oculto
que se oculta...
que ninguém escuta.